Algumas leituras da época marcaram para sempre o meu repertório da leitura, ou seja, fez parte da minha infância. Desde pequena, ainda sem ser alfabetizada, gostava de histórias por causa da minha avó materna, pois adorava contar as histórias de MIL E UMA NOITE. Morávamos no sítio quando ela vinha passear ficávamos na maior felicidade eu e minha irmã Nadir. Dormíamos cedo e a nossa vó Lúzia também após deitarmos ela ia contando as histórias de lampião, Pedro Malazarte, O Pescador que não tinha dinheiro e oferecia a filha de presente para o monstro; se pegasse muito peixe, A Princesa Enfeitiçada que só o príncipe salvaria, isso era fascinante para mim e minha irmã que vivíamos isoladas no sítio. Tínhamos apenas o rádio, único veículo de comunicação, e às vezes não tinha pilha para o aparelho e cidade era longe do sítio, outros assuntos marcantes era a novela de rádio que minha mãe gostava de ouvir e pedia para nós fazermos silêncio total ;e o jogo que meu pai ouvia e às vezes a noite aos domingos; ele gostava também de ouvir a VOZ DO BRASIL. Era tão restrito os meios de comunicação.
A nossa vida era bem simples apenas cheia de aventuras e ao redor da nossa casinha humilde brincávamos no meio das plantações de algodão, milho, arroz, mandioca e em volta da horta e do pomar e muitas vezes íamos tomar banho no córrego e brincávamos muito na matas ciliares que havia na época. Se eu fosse escrever minha infância com certeza escreveria um livro. Depois outro meio de comunicação foi a televisão a bateria cor branca e preta, agora vou apenas citar um programa que marcou muito foi “O Sítio do Pica Pau Amarelo” de Monteiro Lobato que saudades de todas aquelas histórias.
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